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Por que o AItrilha existe, e o que ele se recusa a fazer.

Por que o AItrilha existe

A mensagem chega às 22h de um sábado. A resposta sai na segunda de manhã, quando sai. Nesse intervalo o lead já perguntou para outro, e a conversa que valia virou mais uma notificação numa caixa com cinquenta — das quais quarenta e sete não iam dar em nada. Vi isso acontecer de perto vezes suficientes para parar de tratar como problema de disciplina de quem atende. Ninguém responde bem cinquenta conversas por dia sem uma triagem antes.

O caminho fácil era montar um robô que responde tudo. Ele existe, dá para colocar de pé num fim de semana, e na terceira pergunta ele inventa um prazo de entrega que ninguém prometeu. O prejuízo não aparece no mesmo dia: aparece quando o cliente cobra o que foi dito e a empresa descobre que não foi ela quem disse.

Escolhi o caminho mais chato. O AItrilha responde com o que a sua empresa já responde — preço, prazo, garantia, política de troca, o que você subiu. Quando a pergunta sai desse terreno, ele não improvisa: avisa o lead que a resposta está vindo e chama uma pessoa. Um sistema que sabe o que não sabe dá menos respostas automáticas e nenhuma resposta inventada. Essa troca é o produto, não uma limitação dele.

O que ele se recusa a fazer

Nada do que está abaixo é uma opção de configuração. São regras do sistema, e nenhuma delas tem chave para desligar.

  • Não escreve para quem não escreveu primeiro. Toda conversa começa pelo lead. Não há disparo em massa, não há lista comprada, não há “oi, tudo bem?” para número que nunca falou com você.
  • Não responde quando não tem certeza suficiente. Se a sua base não cobre a pergunta com folga, ele para e chama uma pessoa. É a regra que mais custa em respostas automáticas e a que eu menos pretendo afrouxar.
  • Não embute o custo da IA no preço. Cada empresa usa a própria chave do provedor e paga esse consumo direto a ele. Embutido, esse custo viraria um número que você não teria como conferir.
  • Não usa os dados de uma empresa para atender outra. O que você sobe responde as suas conversas, e só as suas.
  • Não promete canal que não existe. Canal que não está no ar não aparece na tela como se estivesse.

Onde ele está hoje, sem maquiagem

Está em produção, atendendo WhatsApp de verdade, com conversa de gente de verdade. Não é protótipo, nem demonstração, nem lista de espera.

Instagram e Facebook dependem de aprovação da Meta e ainda não começaram. Não tenho data para dar, então não dou.

A exigência de certeza para responder sozinho está alta de propósito. Na prática, hoje ele escala mais do que responde: na dúvida entre mandar uma resposta e chamar você, ele chama você. Isso muda conforme a base de cada empresa cresce — e muda por causa da base, não porque eu baixei a régua.

Não há cobrança automatizada nem cadastro público. Uma empresa nova entra conversando: a gente entende o que ela recebe hoje, eu configuro com ela, e só então o primeiro lead cai na trilha.

Para quem ele serve, e para quem não serve

Serve para quem já recebe lead por WhatsApp e responde as mesmas coisas toda semana: quanto custa, em quanto tempo chega, se entrega naquela cidade, se parcela. Quanto mais repetitiva a pergunta, mais óbvio o encaixe — porque a resposta certa já existe, só está presa em você.

Não serve para quem quer substituir o atendimento humano inteiro. O AItrilha tira do seu caminho a parte que já estava pronta na sua cabeça e devolve o seu tempo para a conversa que decide a venda. Quem procura um sistema que feche negócio sozinho vai encontrar um por aí. Eu só não quero ser o autor dele.